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terça-feira, 26 de abril de 2011

E o amor?

Amor é transparente.
O amor não tem cor.
O amor não tem nota.
Amor por amor gera amor.
Amor não se compra.
Amor não se vende.
Amor não se rouba.
Se no amor se estuda
no amor se entende.
Se por ti tenho amor.
Se a ti digo: "Eu te amo!"
Cuidado! Não se conheces amor,
na fantasia do engano.
Nos detalhes a vista está o amor.
Aí por dentro, aí por fora.
Desde a ponta de um sorriso,
até a lágrima de quem chora.
Amor não tem segredo,
humilhações, preconceito.
Amor não tem só um jeito.
Amor é o mais simples possível,
e é impossível explicá-lo.
Amor só tem um sentido,
o do próprio AMOR!

Cidiclei Silva

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Simples assim

Eita, o mataram por sua excentricidade.
Pela tamanha esquisitice,
por ser diferente do padrão,
por ser diferente da mesmice.

Eita, o excluiram por ser do contra.
por torcer por algo diferente,
por gostar de azul ou do rosa,
por ser ateu ou por ser crente.

Eita, o ignoraram por sua opinião.
por brigar por seus direitos,
por ser tímido ou extrovertido,
por na noite ter ou não um leito.

Eita, o maltrataram por sua condição.
por não ter dinheiro,
por não ter um bom emprego,
por não ter cara de ator/modelo.

Eita, o escravizaram por sua cor.
Mesmo ainda sendo uma nação.
Mesmo ainda sendo um berço.
Mesmo ainda sem explicação.

Eita, ainda existe racismo.
Ainda que disfarçado,
ainda que exposto,
ainda que amargo ou sem gosto.

Eita, lá fora "tá" é cheio,
de magro e gordo
de baixo e alto
de vivo e de morto.

Eita, o que me deixa diferente?
É ser imperfeito
é ser normal, é ser igual.
com um só Pai perfeito.

Eita, o que ele é eu não sou.
O que eu sou ele não é,
mas o sangue das veias é vermelho,
seja em homem ou mulher!


Cidiclei Silva


Imagem: http://umjesusquenuncaconheci.blogspot.com/2010/04/eu-prefiro-ser-diferente.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ninguém foi ver o pai


Uma sociedade de quem? Pra quem?
Não é de Niguém! Eu to bem!
Não se preocupe. Eu to bem!
Um salve aos heróis,
guerreiros contra a ditadura.
Um salve aos defensores de direitos,
tais que hoje são feitos
de barganha popular.
Cadê a moradia, o trabalho e o lazer?
Que um dia bem bonito, foi escrito.
Quero saber!
Um bandido contra um pai de família.
E o estado o que diria: que morra?
Isto é uma cidadania ou é uma zorra?
Um pai de família contra um bandido.
Direitos humanos garantidos.
Tá tudo invertido! Tá tudo corrompido!
Seriam estes os direitos antes defendidos?
Ninguém foi ver o pai.
Com seu menino chorando com fome.
A menina violentada quer gritar, mas não sai.
Ninguém foi ver o pai.
A família despedaçada.
Sem dinheiro, sem documento.
São invisíveis para o Estado.
Não são dados, nem estatísticas.
São apenas efeitos colaterais
do cruel sistema capitalista.
Da mentira de democracia que se faz.
Não importam os motivos. Ainda estou bem.
Não se preocupe. Eu to bem.
Mas ninguém foi ver o pai.

Imagens:
1 - http://jornalveredas.files.wordpress.com/2008/07/charge.jpg
2 - http://amarildocharge.files.wordpress.com/2009/12/blog41.jpg

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que é Negro?


Negro tem sangue vermelho.
Cresce cabelo, corta cabelo.
Negro ora, negro chora, negro sorri.
Negro dorme, acorda.
Acorda e dorme.
Como todo animal
sente fome e come.
Negro ora, negro chora, negro sorri.
Negro ama. Negro casa.
Descasa, amarra, aperta e solta.
Negro é feliz, negro é triste.
Perde, insiste.
Luta e disputa estão em sua história.
Negro ora, negro chora, negro sorri.
Negro é filho, pai e irmão.
Negro é cidadão.
Negro é cria de Deus.
Negro nasce, cresce, desenvolve e morre.
Negro ora, negro chora, negro sorri.

Cidiclei Silva

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CHORO DO EMPREENDEDOR SOCIAL

Amo a minha terra, o meu lugar, o meu povo.
Povo bom... Sofrido e amargurado.
Preciso agir...
Preciso investir...
Tudo começa em si.
Partindo de nós mesmos.
Assim se pode ver o grande empreendedor
Empresarial ou social?
Qual dá mais lucro? Alguém me perguntou.
Porque o social reconhece o dinheiro, é verdade.
Mas o lucro está no bem da sociedade.
Defina-me lucro então!
Fome, preconceito, discriminação,
violência, falta de educação...
Brasil, Brasil, Brasil...
Terra nossa!
País das maravilhas e de riquezas imensas.
Onde escondes tantas belezas?
Quando que por vez,
Sem querer? Talvez!
A solução vira um problema
Porque na minha mão? Não!
Balela de bem social.
Um alienado contra o capitalismo,
mas a favor do capital.
Eis personagem inativo.
Cativo em seu sistema.
Nosso problema não é meu problema.

E o teu povo gritando, gritando e gritando...
Pedindo socorro, pedindo recurso.
Eu, você e todos nós... Vamos, unamos, avancemos!!!
Mas ainda há luzes em meio à escuridão coletiva.
Inclusão digital, social, racial, sexual...
proteção à infância, à mulher, ao idoso, cultural e ambiental...
chega da ignorância de que isso não é meu dever!
Não é ser bondoso! É ser humano!
Em busca de um bem maior,
em busca de igualdade
lealdade, dignidade...
Que na nossa empresa o lucro satisfatório seja o bem do nosso irmão;


Dinheiro maldito que eu grito em seu desejo,
enquanto meu semelhante morre,
de fome, de sede, de medo.
Empreender no homem.
Numa sociedade de quem? Pra quem?
Há sempre alguém!
Repito:
Dinheiro maldito que eu grito em seu desejo.
Mata sonhos de crianças indefesas,
Que hoje querem ser doutores.
Não pra salvar vidas, mas pelo dinheiro.
Eita mundo que é sorrateiro!
É preciso acordar, amar, ajudar, estender a mão...
Eu vou fazer, vou querer, vou entender...
Que o menos favorecido precisa de mim e de você!
Vou ser um empreendedor social, chega de tanto mal...
Porque empreendedor social é mais!
Sejam em ações sociais e ambientais.
Que cresça e cresça terceiro setor,
a casa que visa a coletividade.
Claro que sem tomar responsabilidades.
Governos e governantes que exerçam seus papéis.

Ei! Empresarial!
Em oposição não meço lucro, e sim impacto social.
O seu foco é o mercado e o empregado,
que não sabe o quanto vale.
Olha que Marx já dizia,
sobre essa tal de mais-valia.
Betinho já disse:
"Só a participação cidadã é capaz de mudar o país."
E dessa ideia me fiz.
Agora eis aqui o empreendor social!
Personagem ativo!
talvez até cativo no sistema,
mas o nosso problema, É MEU PROBLEMA

Autores: Cidiclei Silva e Verônica Rosa